O bebê nasceu, e agora?

O bebê nasceu, e agora?

É claro que para cada um a grande surpresa será diferente. Por mais que você se prepare, não tem jeito, a vida como pai e mãe é sempre surpreendente.

Seu filho vai te desafiar vai te fazer chorar, de tristeza e de alegria, te enlouquecer, e te fazer reviver, vai te fazer esquecer de tudo aquilo que era tão importante, antes do seu nascimento. A vida que você tinha antes vai simplesmente desaparecer. E aí ele vai fazer surgir uma nova vida, muito mais complicada, mas muito mais bonita e significativa, com muito mais propósitos, e reaprenderam a viver.

Você sente o maior amor do mundo. Todas as emoções adquirem um novo nível de profundidade. Tudo fica mais intenso. Assistir ao jornal que mostra problemas com crianças vira uma tortura. Ver o bebê dormir já traz lágrimas aos olhos. A saudade toma uma dimensão estranha, algumas horas longe do seu filho parecem uma semana!
Você muda de cara e de corpo (tanto a mãe quanto o pai!). As mudanças físicas que vêm com o bebê pegam muita gente de surpresa. E não estou falando apenas das mães. É verdade que na mulher as mudanças são mais significativas. O corpo fica diferente, os quadris mais largos, barriga nada lisinha, pés maiores, seios inchados (ou desinchados demais!). Mas os pais também mudam, por causa do ganho de peso “solidário” durante a gravidez e pela diminuição na atividade física depois que o bebê nasce.
Nem todas as mudanças são para sempre: o olhar cansado vai melhorar, o cabelo vai parar de cair e a barriga vai ficar cada vez menor. E nem todas são ruins: às vezes umas curvinhas aqui e ali são bem-vindas.

O relacionamento do casal

Os pais que eram inseparáveis, e faziam tudo juntos, estava sempre um suprindo as necessidades um do outro, e após o nascimento do filho mal se falam, a não ser se for para falar sobre o filho, vivem discutindo, e a preocupação tomou conta da vida de vocês? Então esta na hora de repensarem seus atos e dialogarem sobre como estão se sentindo de verdade para não desgastar ainda mais a relação, afinal será muito mais saudável para todos.

Mesmo que o bebê tenha sido planejado com todo o amor do mundo, a relação de vocês pode ser afetada com a chegada dele. Os conflitos aumentam drasticamente, a intimidade emocional e física despenca. É provável que os dois se sintam ignorados, desprezados, solitários, incompreendidos, além de os novos desafios também poderem reforçar problemas do relacionamento que estavam guardados lá no fundo.

Para 70 % dos casais estáveis, o índice de satisfação com o relacionamento cai no primeiro ano com o bebê. O tempo some. A boa notícia é que aquele amor tão legal entre vocês pode sim voltar. Um dos principais pontos é se comunicar, dizer o que está sentindo, em vez de engolir a tristeza.

No começo, lidar com as mamadas, sonecas, cólicas e fraldas ocupa todo o tempo livre. Depois, o caos diminui um pouco. Para conseguir fazer tudo, muitos recorrem a rotinas estruturadas (mesmo aqueles que não gostavam de ter hora para nada…). E eu garanto rotina e horários são extremamente necessários para uma criança, desde sempre, é o que garantira a estabilidades, física e emocional, tanto do bebê quanto do casal.

O trabalho braçal com a criança também vai diminuindo com o tempo, e vocês terão um pouco mais de espaço para planejar programas ou simplesmente ficar juntos, mesmo que seja em casa mesmo.

E, quando vocês se acostumarem com essa história de ser pai e mãe, pode ser que se amem mais ainda. Por considerarem seus parceiros ótimos pais. Esse tipo de admiração pode até reforçar a relação do casal.

Por muitas vezes você poderá cometer os “erros” que criticava

Sempre disse que nunca ia deixar meus filhos dormirem na minha cama. Mas aí meu bebê nasceu. Ele dormiu na minha cama porque era o único jeito de eu conseguir descansar um pouco.
Você até pode ter convicções sobre como criar seu filho. Só que aí ele chega, e, você percebe que ele é uma pessoinha cheia de vontades próprias e personalidade forte e descobre que nem sempre se encaixam nas suas “certezas”. Não sofra por mudar de opinião. Mesmo não concordo em filhos dormindo na cama dos pais, acredito que não devam se culpar. Cada um sabe onde o sapato aperta.

Aquilo que era um “erro” de repente vira a única coisa que funciona para a família, e você percebe que não há muito de certo ou errado nessa história de ter filhos.
Mas existem também os erros de verdade, e desses ninguém escapa, igualmente. A criança se machuca sob sua supervisão, ou você dá comida muito quente e ela queima a língua, tira um “bife” na hora de cortar a unha do bebê… Quando essas coisas acontecerem, respire fundo, agradeça por não ter sido pior e se perdoe. Todo mundo erra, até os mais devotados pais e mães.
Ter um filho não significa viver num eterno comercial de margarina. Há um monte de tarefas chatas para fazer, várias noites, uma atrás da outra, e a frustração de não saber nem por que afinal das contas ele chora tanto.

Não há nada de errado em uma mãe se sentir um pouco aliviada com a volta ao trabalho, onde se sente muito mais eficiente que em casa com um bebezinho, que envolve um trabalho sem fim.
Pode ser que ninguém consiga irritar você tanto quanto seu filho. A criança conhece tão bem os pais que sabe exatamente o que conseguir de cada um. É perfeitamente normal, tanto para os pais quanto para as mães achar, às vezes, que não foram feitos para ser mãe, ou pai. Talvez, até se irritar com o filho uma vez ou outra. Tudo bem somos seres humanos e conseqüentemente imperfeitos.

A mãe perfeita seria aquela que amasse cada momento com o filho, mesmo depois de a criança ter jogado o prato inteiro de comida no chão de propósito, pela terceira vez na mesma refeição. O pai perfeito estaria sempre sorridente, mesmo depois de ter levado um chute na canela porque o filhinho não queria tomar banho. Só que a maioria de nós, mortais, não é perfeita. Então conte até dez, se afaste se for preciso, deixe o nervosismo passar e siga em frente, sabendo que todo mundo sente vontade de fugir de vez em quando.
A cada nova conquista do seu filho, ele caminha para longe de você, na direção da independência. Talvez você se dê conta disso quando vir o bebê engatinhando para o outro lado da sala, sem olhar para trás, ou seu filho com os passinhos recém-aprendidos disparando na direção do pipoqueiro, ou a criança maior que já não quer mais tantos abraços, ou que diz “Deixa que eu faço!”. Junto com o orgulho e a realização de ver seu filho crescendo, vem uma pontinha de melancolia.

É uma tentação mantê-los sempre por perto, mas os filhos precisam caminhar com as próprias pernas, e você pode ajudar o seu a ser independente desde cedo, e principalmente a elogiar e a dizer não na hora correta.

E antes que imagina você vai começar a repetir aquilo que sempre ouve de pessoas mais velhas, no elevador, na rua: “Aproveita agora, porque o tempo passa voando…”

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